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A Caminho do meu Bem-Estar

Objectivo: Gostar de mim. A nível físico, psíquico e social. Vai ser uma viagem e tanto!

Voltando... Ou talvez Não

26.12.20 | Natacha

Peço desculpa a todas(os) as meninas que me seguiam há uns meses atrás por ter desaparecido de repente, mas este ano foi mesmo negro. E nem estou a falar da pandemia.

Muito resumidamente, no dia a seguir ao útimo post que escrevi, recebi a notícia que o meu pai está com um problema de saúde bastante grave e bastante avançado. Está a aguentar-se, mas os dias são sempre vividos com uma angústia tremenda. Vivendo eu a 40km dele e tendo dois filhos  e marido, como devem imaginar tem sido tudo menos fácil acompanhá-lo e dar-lhe assistência, entre a minha casa e a dele, consultas, tratamentos e as circunstâncias da pandemia e confinamentos. Enfim, só posso fazer o possível e é isso que tenho tentado fazer. Felizmente o meu pai não é pessoa de ir abaixo facilmente e assim que os tratamentos começaram a fazer efeito e se começou a sentir melhor retomou grande parte das suas rotinas, o que me deixou muito aliviada, não só em termos de o acompanhar assiduamente (que continuo a fazer, claro, mas pelo menos por enquanto já não preciso de lhe levar comida todos os dias), mas principalmente por vê-lo a reagir tão positivamente.

Com esta notícia, acabei por trazer para minha casa um cão que ele tinha adoptado em Abril; o meu pai adora animais, soube que o cão estava abandonado na zona onde ele mora, viu o cão, foi passeá-lo um bocadinho e pronto, trouxe-o com ele... Só que o bicho pesa 33kg e, embora seja um amor, extremamente dócil, meiguinho e educado, não deixa de ser uma besta em tamanho (Só me lembra o Marmaduke, é desastrado e tudo como ele!):

IMG_20200728_175852.jpg

(O da esquerda é o do meu pai o Jack, a da direita é a minha cadela Kiara; nesta foto não parece, mas em pé ele faz quase dois dela)

A muito custo, e depois de ver que o meu pai estava a ficar sem forças para levar o cão à rua, lá o convenci a deixar-me trazê-lo por uns dias; foi ficando, ficando... e pelos vistos já é prata da casa; o que vale é que moro numa moradia e tenho quintal, porque esta casa parece um autêntico zoológico, entre este dois, um pug, uma yorkshire e três gatos. Enfim.

Entretanto claro que me fui abaixo, se já não andava bem psicologicamente, pior fiquei e o verão foi uma verdadeira treta. O recomeço das aulas do meu filho não foi melhor, a ter que lidar com situações de bullying, o miúdo sem conseguir dormir, a chorar e a dizer que não quer ir à escola... Tem sido uma festa. Entretanto pedi para o transferirem de turma, vamos ver se dá.

E os dias têm-se arrastado a uma velocidade incrível (isto não faz sentido, mas é a sensação que tenho - no dia em si parece que nunca mais passa, mas quando olho para trás parece que passaram depressa demais e não fiz nem metade do que queria/devia).

E agora quero ver se me organizo um bocadinho para 2021, espero bem que corra um bocadinho melhor (se bem que a situação do meu pai é uma incógnita em termos de prognóstico), pois mais uma vez pus-me completamente de lado para cuidar dos outros e não pode mesmo ser assim.

Não me vou pôr com objectivos nem desejos de ano novo nem nada do género, vou apenas tentar focar-me nas coisas que gosto de fazer porque me fazem sentir bem.

E venha 2021, que eu já não aguento mais com 2020!!!!!

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